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MANEJO
 

Em manejo, procurei colocar algumas experiências vividas a mais de 20 anos, não só por mim, mais também por outros grandes mestres com os quais aprendi, são dicas que com certeza podem ajudar. Igualmente, gostaria de dizer, que o mais importante na criação de Bicudos, é o seu convívio diário e permanente com os mesmos.
  
O CRIATÓRIO

INSTALAÇÕES

A posição dos vitrôs ou janelas, e portas devem ser voltados para o Norte, e as gaiolas instaladas na parede voltada para o Sul. Quando nos casos da instalação das gaiolas estiver ao centro do salão, deverão ser instalados vitrôs na parede voltada para o sul também, porém esses vitrôs não devem ser abertos, pois as correntes de ar que vem do Sul, são frias causando danos à saúde do pássaro. As aberturas (portas e janelas) não devem ser voltadas para o Leste ou Oeste, porque o sol incidirá diretamente em algumas gaiolas (dificilmente apanhará todas) somente em determinados horários, o que não é interessante, pois para absorver as vitaminas concedidas pelos raios solares, não é preciso estar exposto diretamente a eles, a própria claridade se encarrega disto. Todo criatório deverá ter uma pia, um balcão para manipulação dos alimentos, bem como um armário para o armazenamento dos mesmos. Mantenha também um filtro d’água, pois oferecer água e comida de boa qualidade é obrigação de todos nós. A grande maioria das doenças, os pássaros adquirem ingerindo-as junto à água e os alimentos.
 

O período de reprodução é normalmente de agosto à março, dependendo das condições climáticas de cada região. A reprodução em cativeiro não é difícil, basta que seja reproduzido um ambiente arejado, claro, que não tenha correntes de ar e nem excesso de calor ou frio e desejável que receba os raios solares da manhã. Os criadores utilizam para a reprodução gaiolas de arame, gaiolões ou viveiros. Nos viveiros são plantadas pequenas árvores como pinheirinho. Nos gaiolões e gaiolas de arame, devido ao espaço menor, coloque alguns ramos ou corda de sisal para estimular a fêmea a complementar a construção do ninho.
 

Em meu criatório realizo a criação racional, ou seja, as fêmeas ficam em gaiolas de arame sozinhas e só tem contato com o macho no momento da gala. Isto permite que se utilize um macho para várias fêmeas, em torno de seis no máximo para preservar a saúde do macho, e garantir uma melhor produtividade na criação. As gaiolas são colocadas em prateleiras permitindo melhor manuseio dos pássaros e padronização no trato. Veja abaixo um exemplar da disposição das gaiolas nas prateleiras. As gaiolas maiores (da esquerda) e com folhagens são das Fêmeas.
 

Os ninhos são confeccionados com bucha sobre uma armação de arame. Suas dimensões são basicamente: - bicudo: de 6,5 a 7 cm de diâmetro e de 4,5 cm de profundidade no centro. Veja abaixo exemplo de um ninho de bucha.
 

O macho e a fêmea devem gozar de total saúde bem como a fêmea também deve estar pronta para a procriação. Não se deve cruzar pássaros consangüíneos para não ocorrer degeneração. O máximo que que cruzamos é o pai com a filha para melhor fixar as características do pai, principalmente se for repetidor. Normalmente este procedimento obtém-se resultados positivos. A fêmea deve ter de 1 a 2 anos de idade, que é seu período de postura, embora algumas começam a postura mais cedo e também continuam com a postura por mais de anos. Já tivemos filhotas que iniciaram suas posturas a partir dos 8 meses.
 

Para que o acasalamento aconteça, deixamos a gaiola do macho próxima da fêmea sem que os dois se vêem. Ele deve cantar para que a fêmea acasale pelo canto. Percebemos o comportamento da fêmea, ou seja, se ela começa pegar ramos (ou corda de sisal) ou até mesmo carregar estes ramos para preparar o ninho. Se ela ainda não tiver este comportamento deixamos alguns dias alternados o macho dormir vendo a fêmea. Isto deve ajudar ainda mais a estimular a fêmea para a procriação. Quando a fêmea, enfim, começar a carregar ramos e rodar no ninho estará pronta para galar 2 (dois) ou 3 (três) dias depois. Neste intervalo mostramos com frequência a fêmea para o macho e deixamos o mesmo cantar na cara dela. Devemos ficar atento pois quando ela pedir gala deixamos o macho passar para cobri-la. Através do passador existente nas gaiolas é possível o macho galar a fêmea. Após este procedimento o macho volta para sua gaiola. Se o macho galar bem repetimos este procedimento apenas 1 vez durante os dois dias que a fêmea pedir gala. Após 2 ou 3 (três) dias a fêmea bota os ovos. Ela normalmente põe 2 (dois) ovos. Existem algumas fêmeas que fazem postura de 3 ovos. Os ovos são chocados de 13 a 15 dias dependendo das condições climáticas.
 

Após 4 (quatro) dias do nascimento dos filhotes as anilhas são colocadas. Com 25 a 30 dias os filhotes começam a gorjear. Quando eles estiverem com aproximadamente 30 a 35 dias já se alimentam sozinhos e retiramos da companhia da mãe. Isto é muito importante porque um pouco antes deste período a fêmea é galada novamente e pode chocar os novos ovos com tranquilidade. A alimentação dos filhotes deve ser deixada por conta das mães. Além da alimentação básica disponibilizamos diariamente uma farinhada com ração balanceada e sais minerais para a fêmea tratar dos filhotes. Adicionalmente são fornecidos um bom polivitamínico e aminoácidos essenciais, é importante para que os filhotes cresçam com saúde.
 

Uma farinhada que uso no criatório e que tem proporcionado excelentes resultados, pois, os filhotes crescem com muito vigor e muita saúde, é a seguinte: 01(um) Kg de milharina (comprada nos supermercados), 06(seis) colheres de aveia em flocos, 06(seis) colheres de germe de trigo e 01(um) pacotinho de 10 gramas de vitamina 100 PS (encontrado em casas de pássaros), misturar tudo.
 

Quando for fazer a farinhada, misturar uma colher cheia para cada ovo cozido moído, colocar pela manha e a tarde.
 

ALIMENTAÇÃO
 

Adquiro as sementes bem como medicamentos preventivos (nacionais e importados) em casas comerciais especializadas no ramo, que tenha boa rotatividade de seus produtos, que forneça sementes melhoradas pôr equipamentos mecânicos, evitando desta forma fungos e parasitas que possa prejudicar a saúde dos bicudos.
 

Alimentação Básica


ALPISTE

Componente principal da maioria das misturas. Pertence à família das gramináceas. O tamanho e aspecto dependem muito do país de origem. Nestes países é considerada erva daninha. Muito usado em cachos na fase de amadurecimento por criadores de curiós e bicudos, inclusive no cardápio dos filhotes.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: EUA, Canadá, Argentina, Austrália, Hungria e Marrocos.
 

CÂNHAMO

Sementes da planta Cannabis. Contém proteínas de alta qualidade. As crias adoram que os pais os alimentem com cânhamo. Estimula o ardor sexual dos pássaros (podem tornar-se demasiado excitados).
Uso: Canários, pássaros selvagens, periquitos, grandes periquitos, papagaios e pássaros granívoros de médio e grande porte.
Origem: Bélgica, Inglaterra e França.


PAINÇO AMARELO

O milho alvo mais corrente. É composto como a maior parte das sementes desta família, por hidratos de carbono.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Argentina, EUA, Austrália,Hungria e Rússia.
 

PAINÇO BRANCO

Estas sementes de boa qualidade são menos duras e por isso, não obstante o seu tamanho, maior.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: EUA, Austrália e China.
 

PAINÇO VERMELHO

Sementes geralmente mais duras do que as outras deste grupo. A sua cor torna as misturas atraentes.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Países Baixos, França, Hungria e Polônia.
 

ARROZ PADDY

Arroz com casca. Elevada digestibilidade. Rico em carboidratos apreciadíssimo por curiós, bicudos, azulões, pássaros pretos e outros.
Uso: Orizoborns em geral.
Origem: França, Itália e Ásia.

NECESSIDADES NUTRICIONAIS
 

Principais características das Vitaminas


Vitamina A
É indispensável ao desenvolvimento do corpo, à reprodução, sendo osa e aumentando a resistência às doenças. Sua falta provoca avitaminose com o aparecimento do raquitismo e enfraquecimento da mucosa. Suas fontes de origem animal são: a gema de ovo e o óleo de fígado de bacalhau. As fontes vegetais: é encontrada no almeirão, agrião, chicória e couve. A vitamina A elimina-se pela prolongada exposição ao ar.


Vitamina E
É a vitamina básica da manutenção do organismo e encontra-se em todos os grãos e sementes, na farinha de gérmen de trigo, no óleo de fígado de bacalhau e no ovo, também responsável para estimular o aparelho reprodutor dos pássaros.


Vitamina B1 ou Tiamina
Influi no apetite, no desenvolvimento muscular e ajuda o metabolismo dos carboidratos e gorduras, influi no sistema nervoso. É encontrada na colza e na gema de ovo.


Vitamina B2 ou Riboflavina
Atua no crescimento dos filhotes, fertilidade dos ovos e no sistema nervoso. Sua falta detémEncontra-se também na gema de ovo e no óleo de fígado de bacalhau.


Vitamina B3 ou Ácido Pantotênico
Mantém a textura e a fortaleza da pele. É encontrada na gema de ovo principalmente e em alguns grãos e sementes.


Vitamina B6 ou Piroxina
Combate a anemia, sendo fator de crescimento. Mantém o apetite, atua sobre o funcionamento do fígado e no metabolismo dos aminoácidos. É encontrada no almeirão, na gema de ovo, no embrião do trigo e no óleo de fígado de bacalhau.


Vitamina B12
É indispensável na muda anormal, sendo de grande valor contra a anemia.


Vitamina D
Sua principal fonte na alimentação dos pássaros é o óleo de fígado de bacalhau, que é muito útil aospássaros engaiolados e que não apanham sol. Uma colher de sopa misturada a um quilo de mistura de sementes evitará muitas doenças. Terminado este quilo, deve-se passar pelo menos um mês, para que venha a ser novamente adicionado o óleo. Muito óleo faz o pássaro engordar, o que também é prejudicial.


Areia
É indispensável que na gaiola haja um recipiente contendo areia. É básico na alimentação dos pássaros, sem ela a digestão não pode ser bem feita. Os músculos da moela se contraem triturando os grãos e todos os alimentos ingeridos pela ave. A areia que é ingerida vai para este órgão, fazendo as vezes dos dentes, ajudando na mastigação. A areia deve ser bem lavada, seca e esterilizada, de preferência de rio. No comércio já se encontra areia vitaminada, própria para os pássaros.


Tenébrio Molitor
É um besouro de aproximadamente 16mm de comprimento, sendo que as suas larvas medem entre 2 e 3 cm, que são dadas aos pássaros como alimento. A criação deste inseto é relativamente fácil e requer apenas alguns poucos cuidados. Você terá que construir ou adquirir caixas prontas no comércio, as quais tem 30cm de comprimento; 20cm de largura e 15cm de altura. Na parte superior terá uma tampa de correr, bem justa e que terá uma janela aberta na madeira e fechada com uma tela de nylon muito fina. Dentro desta caixa será colocada uma ração de farelo, que pode ser: ração para coelho, ração para pássaro preto, ração de crescimento de pintos, ração para codorna, etc. Fatias de pão, fatias de chuchu, fatias de pepino, pedaços de aipim, batata-doce, ou outro tipo de legume. Quando a ração estiver muito fina, esfarinhada, acrescente outra nova. Lembre-se que nessa ração esfarinhada estarão centenas de ovos de Tenébrio. Não coloque legumes que possam apodrecer. O chuchu é necessário pelo teor de água que apresenta, assim como o pepino e as cascas de banana, que secarão sem apodrecer e serão retiradas. É muito importante que a sua criação de larvas fique em lugar arejado, com pouca luz e sem umidade em excesso. A transformação das larvas em besouros dura aproximadamente três meses. Um cuidado especial é contra o ataque das formigas, que podem em poucas horas exterminar a sua criação. Mantenha as suas caixas longe das formigas.


Osso de Baleia
Que é um parente próximo do Polvo, é uma das melhores fontes de cálcio a ser fornecida aos pássaros. Além do osso de Baleia, a areia misturada à farinha de osso e à casca de ovo de galinha (lavada e esterilizada) são fontes de cálcio.


MANEJO ZOOTÉCNICO


HIGIENE E DESINFECÇÃO


Nesse aspecto, o principal é a remoção das sujeiras com sabão que pode ser de coco em pedra ou em pó, mediante lavagem e esfregação em água corrente . Após a lavagem e a secagem, o material de ser submetido a uma desinfecção com Cloro, Formol, ternária (desinfetantes leitosos). A proporção deve ser respeitada de acordo com o produto. Um exemplo é o Cloro que deve ser diluído a 2% passado em toda superfície limpa e deixado por um tempo para a cloração desinfetante, isto é, não deve ser deixado em descanso para não Ter contato com a ave. Esses produtos podem causar irritação em pele, penas bico, inclusive os pássaros podem ingerir seus restos que ficam na gaiola, bebedouros e comedouros. Como a fêmea normalmente suja muito a gaiola criadora deve ser trocada, passando-se o pássaro para outra unidade devidamente esterilizada, já que o sucesso da criação está intimamente ligado ao processo de higienização e limpeza. Uma das medidas nessa área é a desinfecção dos bebedouros e comedouros com Cloro líquido na base de uma colher de sopa por 5 litros de água, solução na qual o material deve ser submerso por 3 horas. A esterilização de gaiolas deve ser feita a cada 6 meses para eliminar doenças, principalmente a Coccidiose, que só sai a uma temperatura de 150º.


Obs: Um excelente remédio para Coccidiose é o Coccidex, medicamento importado, encontrado nas melhores casas do ramo. Uma Cápsula para 2 bebedouros de 50ml.



O CANTO


O Bicudo possui um canto que pode ser subdividido em dois tipos de dialetos: o corrido e o flauteado. No primeiro caso, as notas são mais assobiadas, e no segundo as notas tem o som parecido de uma flauta doce. Além desta classificação existe o canto corrido Goiano ou Alta Mogiana. Proveniente de bicudos originários da região da Alta Mogiana por onde passa a estrada de ferro da Alta Mogiana, isto é, de Ribeirão Preto, Triângulo Mineiro até o sul e Goiás. O dialeto também convencionado como sendo o canto clássico. Os dialetos flauteados são basicamente das regiões do pantanal mato-grossense, Minas Gerais, quase divisa com Goiás (Araguari-Patrocínio-Araxá), e mesmo no estado se São Paulo (Franca, Barretos). Cabe lembrar que estamos nos referindo da espécie Oryzoborus Maximiliani, a qual era facilmente encontrada nas regiões supracitadas. Outras espécies de bicudo tais como o Oryzoborus Crassirostris possuem um dialeto bastante característico composto por estalos, e são encontrados nas regiões mais ao norte da América do Sul.

 


ROTINA DE ACASALAMENTO PARA TORNEIOS
escrito por Aloísio Pacini Tostes, em 02/09/2003


A rotina mais usada na forma de trabalhar o pássaro com a sua fêmea, notadamente no período dos torneios, obedece aos seguintes procedimentos: - só sair de casa para passeio com pássaros em grupos, se cada um estiver junto com sua respectiva fêmea; - não usar a fêmea para dois machos diferentes, e vice-versa; - não deixar a fêmea botar ovo na época em que o macho esteja participando de torneios. Pode fazê-lo ficar choco e inutilizá-lo para a temporada. Evite colocar ninho na gaiola; - colocar os dois (macho e fêmea), para dormir se vendo, na quarta-feira, a uma distância de 20 centímetros uma gaiola da outra. De manhã cedo, na quinta-feira, afastar as gaiolas, o mais possível; e - na véspera do torneio, além de viajarem juntos, cada um em sua gaiola, devem assim ficar até o início da disputa. Procure deixá-los sempre encapado com capa dupla, não desgasta, não deixa os machos passarem fêmea e possibilita manusear muitos casais, depois de colocados lado a lado na véspera do torneio só devem ser abertos por poucos momentos antes do início do torneio; - depois do torneio, deixar os dois se vendo até o dia seguinte de manhã, para evitar que o macho fique rouco de tanto cantar; - nos outros dias, afastar a fêmea, para conseguir-se que o macho não fique super excitado ou passado de fêmea; é necessário também que a fêmea não entre em processo de nidificação, o que é um desastre para um pássaro em regime de disputa de campeonato; - se a fêmea estiver abaixando, pedindo gala, não deixe que o macho a veja na véspera do torneio. Pode-se usar uma outra fêmea estepe, de preferência fria, para substituir a titular provisoriamente e por muito pouco tempo; - alguns criadores criam vícios nas aves e utilizam na véspera do torneio a técnica de substituir a fêmea por outra. Nesses casos, usam duas fêmeas para um só macho, uma para viajar e acompanhar os machos nos torneios e outra para acasalar normalmente em casa; - alguns curiós, na véspera dos torneios, gostam de ficar juntos com fêmeas estando as duas gaiolas com os passadores abertos; - para mostrar a fêmea para o macho, existem muitas maneiras: ver por cima, ver por um buraco bem pequeno, ver de longe, ver de perto. Cada pássaro gosta de um jeito. Descubra qual, baseado no desempenho dele nos torneios; - feito o acasalamento procure nunca mais trocar a fêmea, principalmente se os resultados forem positivos, isso porque eles são muito fiéis e, à medida que o tempo passa, vão se entendendo cada vez mais. Há, todavia, casos em que o macho que enjoa de sua fêmea depois de uma ou mais temporada; se isso for percebido, pelo baixo rendimento, deve-se trocar a companheira. Pelo que vimos acima, dá para se perceber como é complicado fazer acasalamento. Não há uma regra geral precisa. O sucesso permanente de uma ave vai depender muito da forma utilizada pelo criador. Convém agir com simplicidade, não criando manias exageradas que podem habituar o pássaro a modos esdrúxulos de acasalamento. Por isso é que um pássaro pode se sair muito bem na mão de um criador e na de outro ser um fracasso, justamente por não se conseguir saber como agia o proprietário anterior ou não se ambientar com a nova mão. 11.10 - Manejo para torneio de fibra Pássaro de torneio, especialmente, de fibra, como já foi dito, tem que ser tratado com muito cuidado. Todos os anos a rotina deve ser repetida. Quando saem da muda, estão frios e fechados. No início da temporada deve-se trabalhar muito mais do que no final, levando em conta que depois que o bicudo ou curió adquirirem fogo, isto é, estiverem abertos, o trabalho é manter a forma com menos intensidade no manuseio. Começa-se passeando bastante com cada um, isoladamente. Enquanto o pássaro não estiver totalmente aberto, carregue-o somente com a sua fêmea para passear. Quando perceber que ele está cantando forte e de fogo, aí sim, pode-se levá-lo acasalado junto com outro casal. Também é salutar que escutem de longe o canto de outro bicudo ou o canto de outro curió, estranhos para eles, estimula e serve para irritá-los. Não se deve nunca ficar trocando de lugar na casa o pássaro de torneio. Depois que voltar do passeio, trocar a água da banheira e colocá-lo, de imediato, no prego. Lembrar que a ave de torneio é como um cavalo de corrida, terá que ficar sempre recolhida obrigatoriamente no seu prego, à exceção dos momentos de passeio e exposição ao sol. Quando o passarinheiro entender que pendurar a ave para cantar do lado de fora da casa melhora o desempenho, deve procurar não exceder o prazo de trinta minutos por dia. Se passar disso seu desempenho no torneio ficará prejudicado, principalmente para o de fibra.


 TREINAMENTO PARA TORNEIO
escrito por Aloísio Pacini Tostes, em 02/09/2003


Texto retirado do livro Criação de Curiós e Bicudos de Aloísio Pacini Tostes O treinamento para torneio tem que ser gradativo. Depois que o pássaro estiver bem acasalado, acostumado com os passeios de carro, estarão aptos a iniciar o treinamento. Começa-se levando o bicho para duelar de longe com pássaros de algum amigo. É preciso chegar devagar a uma distância onde seu pupilo ouça o canto do outro, bem de longe. Vá então se aproximando aos poucos, observando o comportamento do aluno. Se ele começar a cantar ou estiver dando quem-quem, pode-se chegar mais perto, até à distância mínima de uns dez metros. Pendure-o nesse local e deixe-o cantar à vontade, no máximo por uma hora. Em outros dias repita esse procedimento algumas vezes e vá diminuindo a distância para até uns cinco metros no mínimo. Varie de parceiro. Visite outros passarinheiros que estejam dispostos a colocar seus pássaros para fazer dueto. Daí em diante, vá observando a evolução e o desenvolvimento da ave. É interessante o dueto escondido, onde os pássaros são colocados bem próximos um do outro, com uma tábua como separador para que não se vejam. Esse treinamento não pode exceder nunca o tempo de uma hora. Não o repita muito, exerça-o, no máximo, umas cinco vezes em dias diferentes e cuidado para não viciar a ave a cantar somente escondida da outra. O bicudo e o curió apreciam muito dar um passeio com o tratador segurando a gaiola na palma da mão. Esse passeio deve ser dado a pé por perto de casa, principalmente na parte da manhã. Excetuados os dias de muito vento, o passeio pode ser por três vezes na semana, com a duração de meia hora cada. É um tipo de exercício que ajuda muito no entrosamento entre o pássaro e o passarinheiro, os resultados sempre são os mais positivos. Após o passeio, colocar o pássaro para tomar banho e pendurá-lo na sua morada após a secagem. Os bicudos e curiós têm, também, verdadeira adoração por avistar os brejos, por isso, é sempre salutar dar um passeio com eles até esses locais. Mormente no início do treinamento, logo após a fase da lustração, é que se encontra o melhor momento para esse tipo de preparação. De preferência, deve-se começar levando o pássaro ao brejo duas vezes por semana, apenas em companhia de sua respectiva fêmea. Faça uma estaca e coloque-o em um local limpo e alto, onde aviste toda a cercania. Pendure-o sempre no mesmo lugar. Esconda a fêmea numa moita de capim, onde o macho escute o piado e não a veja.Importante lembrar que a melhor hora de ir ao brejo é na parte da manhã, às primeiras horas. Contudo, na parte da tarde, depois das dezessete horas, também traz bons resultados. Depois de estar respondendo bem ao canto de outro macho, já se poderá levá-lo ao brejo em companhia de outros, esclarecendo que, nesses casos, não se deve colocá-los muito próximos e nem durante muito tempo. Uma hora é o espaço ideal de tempo. Outra recomendação a ser observada é o cuidado com cobras e micos que costumam viver em abundância nos brejos, porque, ao menor descuido, poderão atacar os pássaros e matá-los. Assim que se notar que a ave está totalmente aberta, os passeios aos brejos devem diminuir para não desgastá-la. O treino de roda consiste em acostumar, gradativamente, a cada semana, o pássaro a cantar perto de outro, visando adaptá-lo para facilitar o desempenho dele nos torneios. Nas primeiras vezes deve-se colocá-lo mais afastado, para que vá conhecendo o ambiente, a estaca e sinta-se seguro e confiante. No treino, não o mude de lugar. Quando for necessário, faça-o com estaca e tudo, sem pegar na gaiola. No início o treinamento não deve passar de uma hora. Se o desempenho dele estiver satisfatório, podemos ir aproximando-o dos outros um pouco de cada vez. Assim sendo, escolhido o dia, como teste final, logo na chegada, a ave poderá ser colocada no meio de dois pássaros, à distância de 20 cm de cada, como se fosse em um torneio. É normal que um pássaro inexperiente queira ficar procurando briga com o vizinho, mas se ele estiver de vez em quando dando um canto é um bom sinal. Naturalmente, aos poucos ele vai se desinibindo e começa a cantar a intervalos mais curtos. Não se deve esquecer que o pássaro, para enfrentar um treino de roda, tem que estar bem acasalado, totalmente aberto e muito embalado. Os passarinheiros novatos precisam estar preparados para o pior, isto é, muitas vezes o cuidado dedicado não resulta em sucesso. Apesar do esforço, o pássaro não corresponde e não apresentará jamais o desempenho que se esperava dele. Às vezes as coisas não se acertam. Fazemos tudo o que é melhor e mais lógico e nada dá certo. No treinamento da ave tudo é difícil e tudo pode acontecer. Por isso, a grande satisfação quando obtemos sucesso. Os ornitófilos mais experientes sabem perfeitamente que não é fácil encontrar um craque. O jeito é não desistir e procurar analisar se houve algum tipo de erro na preparação ou se o pupilo é que não prestou. Daí a importância da escolha de aves de boa linhagem genética para que o erro, por causa da qualidade do pássaro, seja menor. Outro aspecto importante é saber que não existe perfeição. Por melhor que seja nossa ave, sempre deverá apresentar uma deficiência. Precisamos descobrir com o tempo qual é o problema e procurar contorná-lo.


AQUISIÇÃO DE FILHOTES


No momento disponho de filhotes de excelentes cruzamentos, filhotes que já estão churrilhando muito e possuem características de aprenderem canto com facilidade, filhotes sexados já da temporada 2013/2014. Despacho de avião para todo o Brasil.

 
 
Flávio Lúcio Gonçalves de Castro
São João Del Rei | MG
criatoriomaracaja@bol.com.br
(32) 3371-2780 | 8829-7780
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